... com a minha/nossa decisão de colocar o Tomás na creche.
Até ao dia 31 de Agosto as minhas convicções de que a creche lhe faria bem estavam abaladas. Sofri ao pensar que o ia tirar da avó, onde tem amor a rodos, por um local onde não sabia como iria ser em termos de afecto. (Nunca pensei que não fosse bem tratado, mas não sabia se ele iria gostar, se se iria sentir amado e protegido e, tal e coisa)
Hoje, tenho a certeza que encontrei o melhor sítio possível, com pessoas excepcionais que tratam o meu filho com muito amor e, com crianças que são do mais amoroso que possam imaginar e, que aturam as sacanices do meu pequenino e, ainda lhe dão beijinhos por cima.
E, estas coisas não me são ditas, vejo-as no tempo que lá passo quando o vou deixar mas, sobretudo quando o vou buscar. Vejo no carinho com que lidam com as crianças que lá andam, que elas estão felizes. Vejo no Tomás que ainda se agarra a mim quando lá chega, mas que vai com a C. ou com a S. de bom grado e sem choros.
Gosto quando lá entro e, tenho os outros meninos a contarem-me que "O Tomás portou-se bem, mas chorou para dormir", não há nada que não contem, do rapazinho!
Gosto de ver o rapazinho que tinha o pai à espera à porta, para irem para casa e, ainda volta atrás para dar um beijinho ao Tomás e à educadora!
Estas coisas dizem-me muito e fazem com que me sinta absolutamente segura quando deixo o meu filho na creche.

